sexta-feira, 11 de maio de 2018

Cannes 2018 — Dia 4


The Image Book (Jean-Luc Godard)

Dia de Godard. A Croisette recebeu nessa sexta o novo aguardado (e polêmico) trabalho do que deve ser o mais cultuado dos diretores do cinema francês: Jean-Luc Godard, odiado e amado por muitos, com uma carreira de poucos, colecionador de grandes obras respeitadas e um legado inconfundivelmente cultuado (seu O Demônio das Onze Horas estampa, aliás, o poster dessa edição do festival). E o que não poderia ser mais estranho do que um filme do mestre ser recebido com pauladas por parte da imprensa? Até porque seu maravilhoso Adeus à Linguagem ganhou, há quatro anos, o Prêmio do Júri, na edição presidida por Jane Campion. O novo filme foi criticado principalmente pelo tratamento de temáticas como o terrorismo, o que chamou a atenção dos críticos, gerando divergências e opiniões contraditórias, detratoras. Há quem defenda, há quem condene, Godard dividiu Cannes. Não é surpresa, mas o que será de The Image Book?

Ash Is the Purest White (Jia Zhangke)

À parte de Godard, também foi dia de outro mestre pintar na Croisette anos após sua última passagem pelo festival, há três anos, com As Montanhas se Separam. É o chinês Jia Zhangke, apresentando um longo (e, como o já mencionado companheiro de estreia, igualmente divisor) drama que segue com recepções mornas, porém empolgantes. 

Nem Godard tampouco Zhangke jamais conquistaram o prêmio principal desse festival, a Palma de Ouro, antes. Fica no ar a questão: será que vai ser dessa vez?

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