terça-feira, 26 de setembro de 2017

A GHOST STORY (2017)


Alguém tentou mesclar Malick, post-horror, crítica anti-Trump (totalmente sem nexo), fotografia sensorial, vibe "romance do milênio" e deu nisso. Aquela cena da Rooney Mara comendo a torta chega a ser um espetáculo (sozinha, longe do filme) e deve ser a única coisa que realmente me interessou (se é que a gente pode chamar isso de interesse) + por conta da presença da Mara do que pela concepção em si. O esquema de provocação é muito ambicioso (isso não foi um elogio) e o Lowery tenta estabelecer contatos visuais e estruturais o tempo inteiro mas por algum motivo não percebe que isso tá prejudicando a coesão do seu filme, como se ele quisesse extrair algum tipo de fascínio mirabolante de cada partezinha desse draminha experimental partindo de descuidados, de lógicas individuais, de espaços vazios. Fica muito forçado, a ponto de parecer patético, e piora quando ele joga algo em cena, aleatoriamente, pra ver no que é que vai dar.

Quer me fazer rir? Indica isso aqui pro Oscar.

A Ghost Story
dir. David Lowery
½

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