sexta-feira, 30 de novembro de 2018

New York Film Critics Circle Awards 2018 — os vencedores

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MELHOR FILME
Roma

MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón — Roma

MELHOR ATOR
Ethan Hawke — First Reformed

MELHOR ATRIZ
Regina Hall — Support the Girls

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Richard E. Grant — Poderia Me Perdoar?

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King — Se a Rua Beale Falasse

MELHOR ROTEIRO
First Reformed — Paul Schrader

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Guerra Fria (Polônia) — Pawel Pawlikowski

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Spider-Man: Into the Spider-Verse

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Minding the Gap

MELHOR FILME DE ESTREIA
Oitava Série — Bo Burnham

MELHOR FOTOGRAFIA
Roma, Alfonso Cuarón

O prestigiado prêmio dos críticos de Nova York, um dos principais da temporada, legou a Roma, de Cuarón, três prêmios, inclusive o de Melhor Filme, novamente afirmando que o longa é, de fato, o grande favorito dessa awards season, empurrando-o mais ainda para reafirmações em próximos prêmios. A performance de Ethan Hawke em First Reformed foi reconhecida, e o roteiro de Paul Schrader também. O filme ganha força nas premiações e pode chegar mais forte ao Oscar. Surpresa, Regina King foi lembrada pelo independente Support the Girls, enquanto Richard E. Grant e Regina King, já prediletos ao Oscar, foram premiados como coadjuvantes. Guerra Fria aparece novamente como melhor filme estrangeiro. 

HALLOWEEN (2018)

Resultado de imagem para Halloween 2018 film

Foi um dos filmes mais recentes que eu assisti na telona este Halloween. Acabou se tornando uma das experiências mais incômodas, por conta da agitação exagerada do público, que ficou falando e gritando boa parte do filme, além dos constantes entra-e-sai. Me perguntei se não contratavam mais lanterninhas ou se alguém não via aquela bagunça lá de cima, mas ninguém interveio na confusão do pessoal. De qualquer forma, tentei me concentrar no filme, para não ter que dever uma revisão.

Mesmo que tenha seus altos e baixos, Halloween não deixa de ser um trabalho interessante, de um cineasta tão eclético como David Gordon Green, que já trabalhou dirigindo tantos filmes, mas que de certa forma ainda continua sendo um pária no cinema norte-americano, com um currículo dividido entre produções de teor comercial (como essa) e filmes mais independentes, como seu recente O Que Te Faz Mais Forte, que até entrou em apostas para o Oscar. O mesmo pode ser dito sobre sua recepção pelo público e pela crítica. Gordon Green segue fazendo filmes, mas seu legado, por uns é pouco reconhecido, por outros é um promissor expoente, que segue renovando esse título a cada filme.

Halloween, a aguardada sequência do famoso filme de 78 (de Carpenter), traz novamente uma noite de 31 de outubro selada pelas atrocidades do maníaco Michael Myers, desta vez como o objeto da vingança de uma de suas vítimas, Laurie, que ainda deseja acabar com o reino de terror do assassino após 40 anos de ter escapado do monstro.

Por se tratar de um filme de terror, há permissões que a gente entende, um ritmo que respeita os elementos do gênero, fotografia e trilha estonteantes o suficiente pra criar uma atmosfera de possessão e tensão impagável. Há também atuações caprichadas de Judy Greer e Jamie Lee Curtis, aqui fazendo mãe e filha. Não há como não reconhecer que o trabalho de Gordon Green na condução é frutífero, mesmo que possa ter dividido tanto os fãs do filme de Carpenter. Dessa maneira, prefiro dizer que, enquanto filme de gênero, Halloween conquista acertos, um pouco acima da média para as produções de seu naipe, que podem deixar feliz um espectador que quer ver um trabalho mais leve e, não descomprometido, mas descontraído, de certa forma. 

Halloween
dir. David Gordon Green
★★★½

terça-feira, 27 de novembro de 2018

National Board of Review 2018 — os vencedores

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MELHOR FILME
Green Book

MELHOR DIRETOR
Bradley Cooper — Nasce uma Estrela

MELHOR ATOR
Viggo Mortensen — Green Book

MELHOR ATRIZ
Lady Gaga — Nasce uma Estrela

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sam Elliott — Nasce uma Estrela

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King — Se a Rua Beale Falasse

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
First Reformed — Paul Schrader

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Se a Rua Beale Falasse — Barry Jenkins

MELHOR ATUAÇÃO ESTREANTE
Thomasin McKenzie — Sem Rastros

MELHOR DIRETOR ESTREANTE
Bo Burnham — Oitava Série

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Os Incríveis 2

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Guerra Fria (Polônia) — Pawel Pawlikowski

MELHOR DOCUMENTÁRIO
RBG

MELHOR ELENCO
Podres de Ricos

NBR FREEDOM OF EXPRESSION
22 de Julho — Paul Greengrass
On Her Shoulders — Alexandria Bombach

em ordem alfabética:

Top 10 — Filmes do Ano

The Ballad of Buster Scruggs
Pantera Negra
Poderia Me Perdoar?
Oitava Série
First Reformed
Se a Rua Beale Falasse
O Retorno de Mary Poppins
Um Lugar Silencioso
Roma
Nasce uma Estrela

Top 5 — Filmes em Língua Estrangeira

Em Chamas
Custódia
The Guilty
Feliz como Lázaro
Assunto de Família

Top 5 — Documentários

Crime + Punishment
Free Solo
Minding the Gap
Três Estranhos Idênticos
Won't You Be My Neighbor?

Top 10 — Cinema Independente

A Morte de Stalin
A Rota Selvagem
Sem Rastros
Mid90s
The Old Man & The Gun
The Rider
Searching
Sorry to Bother You
We the Animals
Você Nunca Esteve Realmente Aqui

Green Book foi o grande vencedor do NBR, o primeiro prêmio influente da crítica anunciado nesta temporada de premiações que se inicia. O longa, que já havia conquistado o prêmio de escolha do público no Festival de Toronto, também consolidou a vitória de Viggo Mortensen em melhor ator. Lady Gaga e Sam Elliott foram reconhecidos por Nasce uma Estrela, que também premiou Bradley Cooper como diretor, enquanto Se a Rua Beale Falasse deu prêmios para Regina King e Barry Jenkins.

Entre as lembranças e as ausências, filmes como First Reformed, Oitava Série, O Retorno de Mary Poppins e Um Lugar Silencioso figuram entre as surpresas. Esnobados, Infiltrado na Klan (também esnobado nos prêmios de cinema independente), A Favorita e Roma, até então grandes prediletos, não fizeram a lista dos prêmios. 

DESOBEDIÊNCIA (2017)

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O caso de Desobediência é especial. O filme é o primeiro falado em inglês do chileno Sebastián Lelio, recém ganhador de um Oscar pelo drama Uma Mulher Fantástica, que traz consigo a história de uma mulher trans lidando com o falecimento do namorado, deflagrada numa situação de luto e luta, literalmente, em que ela batalha para ter o direito de simplesmente sofrer pela perda, e o amor que ela sente pelo homem, apesar do preconceito e da opressão de sua ex-mulher e da família que ele tinha. O filme, que é uma preciosidade, foi aplaudido a ponto de trazer o primeiro Oscar para uma produção chilena, no reconhecimento que foi um dos mais necessários da premiação desse ano. Lelio já havia assumido a direção de Desobediência, lançado ano passado em Toronto, e que porém só obteve distribuição nos EUA em 2018, um belo drama sobre duas mulheres e um amor lentamente rompendo a barreira do segredo. 

Novamente operando no cenário das temáticas sexualidade e opressão, o novo filme de Lelio explora as tensões e as agonias do amor entre duas mulheres que pertencem à mesma comunidade judaica, mas que são impedidas de se amarem devido aos limites impostos pelo tradicionalismo daquela sociedade diminuta. A fotógrafa que foi "ser livre" em NY, e a professora que decidiu preservar sua vida no círculo em que foi criada, se reencontram quando a primeira perde o pai — o respeitado rabino da comunidade — no episódio que é o ponto de partida para o re-confinamento de uma e a reafirmação da outra. 

O registro desse reencontro é contornado pela simplicidade de um amor que vive de silêncios e de intimidades interrompidas, expresso em gestos comedidos e contidos — exceto quando as duas personagens encontram-se sozinhas, livres para abraçarem o amor e o calor de seus sentimentos longe dos olhos dos outros — e o espectador é capaz de sentir a afirmação sorrateira, silenciosa e calorosa do romance de Ronit e Esti através desses gestos, ora de controle, ora de descontrole. 

O amor é exalado em volumes distintos — os olhares secretos de um lado, e os amassos intensos e fortes de outro. Esti, que é casada com Dovid, encontra-se dividida entre uma experiência de liberdade sexual, e as restrições impostas pelos padrões. Ronit, que se manteve afastada por tanto tempo daquele reduto religioso, encara uma vida diferente da que levava com repreensão, mas logo enxerga que dentro de si feridas não cicatrizadas caminham a um expurgo, quando ela se depara com a complicada relação com o pai e a religião.

Não deixa de ser um drama competente que sabe se completar quando explora ambas as experiências de amor de personagens que, de alguma forma, parecem estar tanto à mercê da convivência com os outros quanto das imposições de uma sociedade, algo que parece estar bastante presente no cinema de Lelio, pela composição de retratos agônicos do deslocamento de identidade sexual, não apenas do ponto de vista humano, mas também como um gesto de força política e social.

A admirável consistência é um mérito compartilhado por ambas as performances da dupla de atrizes que carrega o filme com sensibilidade ímpar: Rachel McAdams e Rachel Weisz, acompanhadas pela atuação coadjuvante de um inspirado Alessandro Nivola, três atuações que, se melhor reconhecidas, poderiam levar o elenco para prêmios importantes nessa temporada que está chegando.

O retrato de amores homossexuais tensionados pela opressão talvez não seja exatamente recorrente, mas conseguiu ser abordado com primor em trabalhos do naipe de O Segredo de Brokeback Mountain, Carol, Moonlight, etc., no cinema contemporâneo. Desobediência flerta com muitos deles, e embora não seja exatamente comparável, podemos dizer que a lembrança do filme é das mais positivas, fazendo jus à associação. 

A fotografia, que pode ser claustrofóbica ou libertadora nas cenas de amor, ou nos sutis enquadramentos das personagens principais que por si só já são capazes de dar conta da expressão que um toque ou um olhar podem emanar, captura a tensão de viver um amor às escondidas, silenciado pelos cerceamentos alheios e reavivado por desejos e sentimentos mais fortes que seus limites. Assim, Desobediência vai se afirmando como um conto romântico e dramático sobre, simplesmente, amor, liberdade, fé, sexualidade e a dificuldade (ou a luta) de respeitar os quatro dentro do mesmo espaço, sem segregá-los.

Desobediência
Desobedience
dir. Sebastián Lelio
★★★★

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Como fica o Oscar 2019?


Bem, já que estamos um pouco mais perto da temporada de premiações de cinema de 2018, nada mais plausível que dar continuidade às apostas ao Oscar antes do anúncio dos primeiros prêmios dos críticos, das indicações a prêmios importantes, como o Indie Spirit e o Globo de Ouro, que sempre temperam as primeiras apostas concretas ao prêmio mais importante e de maior influência do cinema mundial. 

As primeiras apostas foram divulgadas no mês passado. 

MELHOR FILME



1. Pantera Negra
2. Nasce uma Estrela
3. Se a Rua Beale Falasse
4. Roma
5. Infiltrado na Klan
6. O Primeiro Homem
7. A Favorita
8. Vice
9. Green Book 
10. As Viúvas

caiu das apostas:
Podres de Ricos
podem aparecer:
A Mula
Sem Rastros
Boy Erased
O Retorno de Mary Poppins
Poderia Me Perdoar?
First Reformed
Oitava Série
Ponto Cego

MELHOR DIRETOR



1. Alfonso Cuarón — Roma
2. Spike Lee — Infiltrado na Klan
3. Bradley Cooper — Nasce uma Estrela
4. Ryan Coogler — Pantera Negra
5. Barry Jenkins — Se a Rua Beale Falasse

caiu das apostas
Steve McQueen — As Viúvas
podem aparecer:
Damien Chazelle — O Primeiro Homem
Adam McKay — Vice
Yorgos Lanthimos — A Favorita
Peter Farrelly — Green Book
Marielle Heller — Poderia Me Perdoar?

MELHOR ATOR



1. Bradley Cooper — Nasce uma Estrela
2. Christian Bale — Vice
3. Viggo Mortensen — Green Book
4. Ethan Hawke — First Reformed
5. Joaquin Phoenix — Você Nunca Esteve Realmente Aqui

caiu das apostas:
Lucas Hedges — Boy Erased
John David Washington — Infiltrado na Klan
podem aparecer:
Steve Carell — Querido Menino
Rami Malek — Bohemian Rhapsody
Ryan Gosling — O Primeiro Homem
Willem Dafoe — No Portal da Eternidade
Michael B. Jordan — Creed II

MELHOR ATRIZ



1. Glenn Close — A Esposa
2. Melissa McCarthy — Poderia Me Perdoar?
3. Olivia Colman — A Favorita
4. Lady Gaga — Nasce uma Estrela
5. Viola Davis — As Viúvas

caiu das apostas:
Yalitza Aparicio — Roma
podem aparecer:
Saoirse Ronan — Duas Rainhas
Carey Mulligan — Vida Selvagem
Toni Collette — Hereditário
Felicity Jones — Suprema
Emily Blunt — O Retorno de Mary Poppins
Keira Knightley — Colette

MELHOR ATOR COADJUVANTE



1. Mahershala Ali — Green Book
2. Adam Driver — Infiltrado na Klan
3. Timothée Chalamet — Querido Menino
4. Richard E. Grant — Poderia Me Perdoar?
5. Sam Elliott — Nasce uma Estrela

caiu das apostas:
Daniel Kaluuya — As Viúvas
Sam Rockwell — Vice
podem aparecer:
Russell Hornsby — O Ódio que Você Semeia
Steve Carell — Vice
Michael B. Jordan — Pantera Negra
Russell Crowe — Boy Erased
Bradley Cooper — A Mula

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE



1. Regina King — Se a Rua Beale Falasse
2. Amy Adams — Vice
3. Emma Stone — A Favorita
4. Rachel Weisz — A Favorita
5. Claire Foy — O Primeiro Homem

caiu das apostas:
Michelle Yeoh — Podres de Ricos
podem aparecer:
Thomasin Harcourt McKenzie — Sem Rastros
Nicole Kidman — Boy Erased
Tilda Swinton — Suspiria
Emily Blunt — Um Lugar Silencioso
Margot Robbie — Duas Rainhas
Elizabeth Debicki — As Viúvas
extras:
Natalie Portman — Vox Lux
Meryl Streep — O Retorno de Mary Poppins
Dianne Wiest — A Mula

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

1. Roma — Alfonso Cuarón
2. Green Book — Peter Farrelly, Nick Vallelonga & Brian Currie
3. Vice — Adam McKay
4. A Favorita — Tony McNamara & Deborah Davis
5. First Reformed — Paul Schrader

caiu das apostas:
Peterloo — Mike Leigh
podem aparecer:
Oitava Série — Bo Burnham
Hereditário — Ari Aster
Sorry to Bother You — Boots Riley
Um Lugar Silencioso — John Krasinski, Scott Beck & Bryan Woo
Mais uma Chance — Tamara Jenkins
Ilha dos Cachorros — Wes Anderson, Roman Coppola, Jason Schwartzman & Kunichi Nomura

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

1. Infiltrado na Klan — Spike Lee, Kevin Willmott, David Rabinowitz & Charlie Wachtel
2. Se a Rua Beale Falasse — Barry Jenkins
3. Pantera Negra — Ryan Coogler & Joe Robert Cole
4. Poderia Me Perdoar? — Nicole Holofcener & Jeff Whitty
5. Nasce uma Estrela — Eric Roth, Bradley Cooper & Will Fetters

caiu das apostas:
As Viúvas — Gillian Flynn & Steve McQueen
podem aparecer:
Sem Rastros — Debra Granik & Anne Rosellini
O Primeiro Homem — Josh Singer
Podres de Ricos — Peter Chiarelli & Adele Lim
A Mula —  Nick Schenk
The Old Man and the Gun — David Lowery

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

1. Roma, México — Alfonso Cuarón
2. Assunto de Família, Japão — Hirokazu Koreeda
3. Guerra Fria, Polônia — Pawel Pawlikowski
4. Em Chamas, Coreia do Sul — Lee Chang-dong
5. Capharnaüm, Líbano — Nadine Labaki

(apostas estáveis)

podem aparecer:
Birds of Passage, Colômbia — Cristina Gallego, Ciro Guerra
Dogman, Itália — Matteo Garrone
Sunset, Hungria — Laszlo Nemes
Eu Não Sou uma Bruxa, Reino Unido — Rungano Nyoni
Border, Suécia — Ali Abbasi

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

1. Os Incríveis 2
2. Ilha dos Cachorros
3. Wi-Fi Ralph
4. Mirai
5. Tito e os Pássaros

podem aparecer:
O Grinch
O Homem das Cavernas
The Night Is Short, Walk On Girl
Sherlock Gnomes
Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas

MELHOR DOCUMENTÁRIO

1. Whitney
2. Won't You Be My Neighbor
3. RBG
4. Três Estranhos Idênticos
5. Hale County This Morning, This Evening

podem aparecer:
Free Solo
Monrovia, Indiana
Fahrenheit 11/9
Minding the Gap
Pope Francis: A Man of His Word

MELHOR TRILHA SONORA

1. Se a Rua Beale Falasse — Nicholas Britell
2. O Primeiro Homem — Justin Hurwitz
3. Ilha dos Cachorros — Alexandre Desplat
4. Infiltrado na Klan — Terence Blanchard
5. As Viúvas — Hans Zimmer

podem aparecer:
Green Book — Kris Bowers
Você Nunca Esteve Realmente Aqui — Jonny Greenwood
O Retorno de Mary Poppins — Marc Shaiman
The Ballad of Buster Scruggs — Carter Burwell
Suspiria — Thom Yorke

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

1. "Shallow" — Nasce uma Estrela
2. "All the Stars" — Pantera Negra
3. "The Place Where Lost Things Go" — O Retorno de Mary Poppins
4. "I'll Fight" — RBG
5. "Revelation" — Boy Erased

podem aparecer:
"When a Cowboy Trades His Spurs for Wings" — The Ballad of Buster Scruggs
“Trip A Little Light Fantastic” — O Retorno de Mary Poppins
"Gravity" — Free Solo
“We Won’t Move” — O Ódio que Você Semeia
“Here Comes Change” — Suprema

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

indicados ao INDIE SPIRIT AWARDS 2019


MELHOR FILME

8th Grade
First Reformed
If Beale Street Could Talk
Leave No Trace
You Were Never Really Here

MELHOR DIREÇÃO

Debra Granik, Leave No Trace
Barry Jenkins, If Beale Street Could Talk
Tamara Jenkins, Private Life
Lynne Ramsay, You Were Never Really Here
Paul Schrader, First Reformed

MELHOR FILME DE ESTREIA

Hereditary
Sorry to Bother You
We the Animals
The Tale
Wildlife

MELHOR ATRIZ

Glenn Close, The Wife
Toni Collette, Hereditary
Elsie Fisher, 8th Grade
Regina Hall, Support the Girls
Helena Howard, Madeline's Madeline
Carey Mulligan, Wildlife

MELHOR ATOR

John Cho, Searching
Daveed Diggs, Blindspotting
Ethan Hawke, First Reformed
Christian Malheiros, Sócrates
Joaquin Phoenix, You Were Never Really Here

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Kayli Carter, Private Life
Tyne Daly, A Bread Factory
Regina King, If Beale Street Could Talk
Thomasin Harcourt McKenzie, Leave No Trace
J. Smith-Cameron, Nancy

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Raúl Castillo, We the Animals
Adam Driver, BlacKkKlansman
Richard E. Grant, Can You Ever Forgive Me?
Josh Hamilton, 8th Grade
John David Washington, Monsters and Men

MELHOR ROTEIRO

Richard Glatzer, Rebecca Lenkiewicz & Wash Westmoreland, Colette
Nicole Holofcener & Jeff Whitty, Can You Ever Forgive Me?
Tamara Jenkins, Private Life
Boots Riley, Sorry to Bother You
Paul Schrader, First Reformed

MELHOR ROTEIRO ESTREANTE

Bo Burnham, 8th Grade
Christina Choe, Nancy
Cory Finley, Thoroughbreds
Jennifer Fox, The Tale
Quinn Shephard & Laurie Shephard, Blame

MELHOR FOTOGRAFIA

Ashley Connor, Madeline's Madeline
Diego Garcia, Wildlife
Benjamin Loeb, Mandy
Sayombhu Mukdeeprom, Suspiria
Zak Mulligan, We the Animals

MELHOR EDIÇÃO

Joe Bini, You Were Never Really Here
Keiko Deguchi, Brian A. Kates & Jeremiah Zagar, We the Animals
Luke Dunkley, Nick Fenton, Chris Gill & Julian Hart, American Animals
Anne Fabini, Alex Hall & Gary Levy, The Tale
Nick Houy, Mid90s

PRÊMIO JOHN CASSAVETES

A Bread Factory
En el Séptimo Día
Never Goin' Back
Sócrates
Thunder Road

PRÊMIO ROBERT ALTMAN

Suspiria

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Burning (Coreia do Sul)
The Favourite (Reino Unido)
Happy as Lazzaro (Itália)
Roma (México)
Shoplifters (Japão)

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Hale County This Morning, This Evening
Minding the Gap
Of Fathers and Sons
On Her Shoulders
Shirkers
Won't You Be My Neighbor?

PIAGET PRODUCERS AWARD

Jonathan Duffy and Kelly Williams
Gabrielle Nadig
Shrihari Sathe

SOMEONE TO WATCH AWARD

Alex Moratto, Sócrates
Ioana Uricaru, Lemonade
Jeremiah Zagar, We the Animals

TRUER THAN FICTION AWARD

Alexandria Bombach, On Her Shoulders
Bing Liu, Minding the Gap
RaMell Ross, Hale County This Morning, This Evening

ANNUAL BONNIE AWARD

Debra Granik
Tamara Jenkins
Karyn Kusama

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

PACTO DE JUSTIÇA (2004)


A prova de que o cinema americano ainda é capaz de produzir bons faroestes quando quer. Sob a direção de Kevin Costner, Pacto de Justiça é exemplar seguro do gênero que traz velhos clichês em filtros novos, com autenticidade e fluidez bastante originais. Costner, que também traz na autoria Dança com Lobos, flerta com a história, a admiração meditativa da paisagem e os clássicos do velho oeste ao recontar a viagem de quatro vaqueiros independentes que sofre uma interferência face à aproximação a uma cidadezinha, e um dos rapazes "aprendizes" desaparece. Um destino trágico sela a rivalidade do vil xerife da cidade e os dois vaqueiros "patrões", interpretados por Costner e Robert Duvall, em estado de graça, que procuram vingança. 

Falemos agora do quanto o filme me tocou. É um trabalho, sem dúvidas, dono de uma grandeza que faz jus às comparações com os westerns da Hollywood dos anos 50-60, com Hawks, com Peckinpah, com Ford, e, de um cinema faroeste mais recente, dos anos 90, Eastwood. Costner parece saber exatamente o que deseja ao moldar os planos desnorteantes do seu épico do velho Oeste, arquitetado com uma força deslumbrante, uma força de cinema mesmo, que resulta em sequências vibrantes e muito bem-feitas, que certamente merecem comparação com as mais altas categorias desse gênero. Tudo, desde a fotografia até o som, está em sintonia com a grandeza que emana das atuações, da trilha, e enfim do western, esse gênero que sempre foi nota 10 em ser grandioso, abrangente, colossalmente vivo, como Pacto de Justiça é, capaz de despertar emoções e sentimentos tão profundos, em especial quando se fala de homens que levam a vida de maneira simples e digna. E, nesse sentido, pode-se dizer que também é um filme que dialoga sobre o que há de mais digno na amizade, no companheirismo e no amor, e na missão de honra desses valores. Visto assim, Pacto de Justiça é um filme muito, muito bonito. 

Pacto de Justiça (Open Range)
dir. Kevin Costner
★★★★