sábado, 10 de junho de 2017

MULHER MARAVILHA (2017)


Os filmes centrados no empoderamento feminino estão em alta. E Mulher Maravilha torna-se mais um exemplar precioso dessa safra de filmes que se fazem precisos em tempos onde as mulheres estão lutando por igualdade, reconhecimento e poder com todas as suas forças e como nunca lutaram tão intensamente na história da humanidade. Afinal, é sobre isso que é Mulher Maravilha, sobre o poder feminino, sobre uma heroína de verdade. E quem está representando o empoderamento das mulheres é a Gal Gadot, a fenomenal estrela deste que é o filme da temporada. 

Gadot é uma das melhores versões da heroína – sua beleza, sua formosidade, sua determinação e sobretudo sua crença na personagem que está carregando constroem uma das mais bem-feitas versões da personagem em muito, muito tempo – ela é a alma deste filme, a estrela, a mulher maravilhosa. 

A sessão do filme não será tão fácil esquecida, e por muitos motivos. O filme, é claro, já é suficiente para deixar em nossas memórias uma gentil lembrança de sua abordagem feminista justa e bem intencionada e de seu uso assustadoramente bem coordenado de efeitos visuais e a direção de arte gloriosa. Gadot também é uma boa razão para não se esquecer de Mulher Maravilha tão facilmente. Mas, dentre outras coisas foi a sessão em si, e não o filme, que guardam alguns momentos mais memoráveis ainda.

A sala não estava cheia, no começo do filme, antes mesmo dos trailers, ficamos uns cinco, seis minutos esperando. Então, a tela do nada ficou verde – os espectadores inquietos, alguns se virando para ver se era algum problema de manutenção na projeção – e então os trailers começaram. Até que parou, e tudo ficou verde novamente. Ouvimos um coro "aaaaaah". Em questão de segundos, os trailers começaram a ser exibidos na mesma normalidade. Depois, um cara, funcionário do cinema, entrou na sala para ajustar o ar condicionado que estava desligado, e ficou um bom tempo, pra terminar a sala estava fria pra cacete, acho que ele desregulou a temperatura. 

A coisa mais irônica que aconteceu nesta sessão: repetidas vezes, um cara que estava sentado na fileira à frente da minha assobiava "fiu fiu" quando a Gal Gadot aparecia em tela, seja nas cenas de ação ou em alguma cena mais sugestiva. Me pergunto se o homem estava fazendo isso só pra irritar as feministas na sala. 

Voltando ao filme – ele peca pela duração desacertada, achei duas horas e 20 muito tempo para o que foi contado, mesmo que eu não ache que seja um filme chato, ou que tenham cenas desnecessárias, mas dá pra perceber que erraram no recorte da trama e isso afeta a duração; Provavelmente é o melhor e mais bem-feito exemplar da safra de filmes de super-heroínas. É destaque a participação de David Thewlis, Elena Anaya (confesso que tive que olhar várias vezes para ter certeza que era ela), Robin Wright, Chris Pine e Danny Huston. 

O desfecho é irregular, embora o filme às vezes também tenha algumas passagens irregulares entre sequências grandiosas. Mas deixa a desejar, principalmente a revelação do vilão no final. Mas, se tem um bom motivo para você ir conferir este filme, deixe-me dizer: GAL GADOT. Assistam!

Mulher Maravilha (Wonder Woman)
dir. Patty Jenkins
★★★

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