quinta-feira, 8 de junho de 2017

ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (2016)


Spin-off da franquia Harry Potter, Animais Fantásticos e Onde Habitam traz o mesmo cara que dirigiu a maioria dos filmes da série em questão, David Yates, e roteiro que é assinado pela própria J.K. Rowling, a escritora inglesa que deu vida aos personagens de uma das franquias literárias mais vendidas e famosas de todos os tempos. Como resultado deste trabalho, cinemas lotaram de fãs e seguidores da franquia e do trabalho de Rowling, e pode-se dizer que o filme foi feito para estes – assim como muitos filmes da franquia do Harry Potter também se dirigiam a um certo público-alvo – serão feitas cobranças em relação à obra original, mas pouco realmente se releva diante destes filmes, cinematograficamente falando.

Por outro lado, embora seja cansativo e muitas vezes tedioso, Animais Fantásticos e Onde Habitam tem um cuidado bastante satisfatório com seus aspectos técnicos, transformando cenários e locações em verdadeiros monumentos, problematizados pela séria artificialização, e talvez esse seja outro motivo pelo qual é tão difícil seguir a substância que este filme evoca. A fotografia – excessivamente artificial, fake, computadorizada – reflete o mais incômodo dos deslizes deste filme. A criação reverbera um cuidado magnânimo, mas desnecessariamente excessivo e artificializado. 

Eddie Redmayne nunca esteve tão bem em um filme antes, por mais que ele seja um intérprete mediano, limitado, ele se saiu muito bem, até mais do que nos seus dois outros papéis pelos quais foi indicado ao Oscar. Pra mim ele não é nada convincente, mas o personagem lhe caiu como uma luva. Quem merece destaque é Katherine Waterson, que mesmo coadjuvante, consegue surpreender, e Dan Fogler. Aparecem pouco, mas merecem ser relevados: Samantha Morton e Colin Farrell. 

Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them)
dir. David Yates
★★★

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