terça-feira, 31 de julho de 2018

Filmes do mês: julho


Breves recomendações sobre filmes conferidos durante o mês (apenas os primeiros vistos, revisões listadas abaixo). Alguns filmes que receberam cotação completada com meia estrela são arredondados (ex.: quatro estrelas e meia = cinco estrelas). 

cinco estrelas

Trama Fantasma, dir.: Paul Thomas Anderson
Hermia & Helena, dir.: Matías Piñeiro
Febre da Selva, dir.: Spike Lee
When the Levees Broke: A Requiem in Four Acts, dir.: Spike Lee
Nossa Irmã Mais Nova, dir.: Hirokazu Koreeda

quatro estrelas

Blade II: O Caçador de Vampiros, dir.: Guillermo Del Toro
Perfume de Mulher, dir.: Martin Brest
Vigaristas, dir.: Rian Johnson
Maria Madalena, dir.: Garth Davis

três estrelas

Tony Manero, dir.: Pablo Larraín
Foxtrot, dir.: Samuel Maoz
Uma Manhã Gloriosa, dir.: Roger Michell
Busca Implacável, dir.: Pierre Morel
A Herança do Sr. Deeds, dir.: Steven Brill

CURTAS

Tio Yanco, dir.: Agnès Varda
Darkened Room, dir.: David Lynch
Blue Green, dir.: David Lynch
For the Hungry Boy, dir.: Paul Thomas Anderson

revistos

Absurda, dir.: David Lynch

sábado, 28 de julho de 2018

Festival de Veneza 2018 — Seleção Oficial


Anunciados os filmes que estão integrando um dos festivais de cinema mais badalados.

COMPETIÇÃO

First Man, dir: Damien Chazelle (FILME DE ABERTURA)
The Mountain, dir: Rick Alverson
Doubles Vies, dir: Olivier Assayas
The Sisters Brothers, dir: Jacques Audiard
The Ballad Of Buster Scruggs, dirs: Ethan Coen, Joel Coen
Vox Lux, dir: Brady Corbet
22 July, dir: Paul Greengrass
Roma, dir: Alfonso Cuaron
Suspiria, dir: Luca Guadagnino
Werk Ohne Autor, dir: Florian Henckel Von Donnersmarck
The Nightingale, dir: Jennifer Kent
The Favourite, Yorgos Lanthiomos
Peterloo, dir: Mike Leigh
Capri-Revolution, dir: Mario Martone
What You Gonna Do When The World’s On Fire?, dir: Roberto Minervini
Sunset, dir: Laszlo Nemes
Frères Ennemis, dir: David Oelhoffen
Nuestro Tiempo, dir: Carlos Reygadas
At Eternity’s Gate, dir: Julian Schnabel
Acusada, dir: Gonzalo Tobal
Killing, dir: Shinya Tsukamoto

FORA DE COMPETIÇÃO

A Star Is Born, dir: Bradley Cooper
Mi Obra Maestra, dir: Gaston Duprat
Un Peuple Et Son Roi, dir: Pierre Schoeller
A Tramway In Jerusalem, dir: Amos Gitai
La Quietud, dir: Pablo Trapero
Shadow, dir: Zhang Yimou
Dragged Across Concrete, dir: S Craig Zahler
The Other Side Of The Wind, dir: Orson Welles
They’ll Love Me When I’m Dead, dir: Morgan Neville
L’Amica Geniale, dir: Saverio Costanza
Il Diario Di Angela – Noi Due Cineasti, dir: Yervant Gianikian
A Letter To A Friend In Gaza, dir: Amos Gitai
Aquarela, dir: Victor Kossakovsky
El Pepe, Una Vida Suprema, dir: Emir Kusturica
Process, dir: Sergei Loznitsa
Carmine Street Guitars, dir: Ron Mann
Isis, Tomorrow. The Lost Souls Of Mosul., dirs: Francesca Mannocchi, Alessio Romenzi
American Dharma, dir: Errol Morris
Introduzione All’Oscuro, dir: Gaston Solnicki
Your Face, dir: Tsai Ming-Liang
1938 Diversi, dir: Giorgi Treves
Monrovia, Indiana, dir: Frederick Wiseman
Una Storia Senza Nome, dir: Roberto Ando
Les Estivants, dir: Valeria Bruni Tedeschi

MOSTRA HORIZONTES

Sulla Mia Pelle, dir: Alessio Cremonini (FILME DE ABERTURA)
Manta Ray, dir: Phuttiphong Aroonpheng
Soni, dir: Ivan Ayr
The River, dir: Emir Baigazin
La Noche De 12 Anos, dir: Alvaro Brechner
Deslembro, dir: Flavia Castro
The Announcement, dir: Mahmut Fazil Coskun
Un Giorno All’Improvviso, dir: Ciro D’Emilio
Charlie Says, dir: Mary Harron
Amanda, dir: Mikhael Hers
The Day I Lost My Shadow, dir: Soudade Kaadan
L’Enkas, dir: Sarah Marx
The Man Who Surprised Everyone, dirs: Natasha Merkulova, Aleksy Chupov
Memories Of My Body, dir: Garin Nugroho
As I Lay Dying, dir: Mostafa Sayyari
La Profezia Dell’Armadillo, dir: Emanuele Scaringi
Tel Aviv On Fire, dir: Sameh Zoabi
Jinpa, dir: Pema Tseden
Stripped, dir: Yaron Shani

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Festival de Locarno 2018 — Seleção Oficial


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Glaubenberg (Thomas Imbach, Switzerland)
A Family Tour (Liang Ying, Taiwan/Hong Kong/Singapore/Malaysia)
Diane (Kent Jones, USA)
La Flor (Mariano Llinás, Argentina)
Yara (Abbas Fahdel, Lebanon)
Menocchio (Alberto Fasulo, Italy, Romania)
Too Late To Die Young (Dominga Sotomayor, Chile)
Ray & Liz (Richard Billingham, United Kingdom)
Hotel By the River (Hong Sang-soo, South Korea)
A Land Imagined (Siew Hua Yeo, Singapore/France/Netherlands)
M (Yolande Zauberman, France)
Sibel (Çagla Zencirci, Guillaume Giovanetti, Turkey/France/Germany/Luxembourg)
Genèse (Philippe Lesage, Canada)
Wintermärchen (Jan Bonny, Germany)
Alice T. (Radu Muntean, Romania/France/Sweden)

PIAZZA GRANDE

BlacKkKlansman (Spike Lee, USA)
Blaze (Ethan Hawke, USA)
Coincoin et les Z'inhumains (Bruno Dumont, France)
I Feel Good (Benoît Delépine, Gustave Kervern, France)
Le vent tourne (Bettina Oberli, Switzerland/France)
Les Beaux Esprits (Vianney Lebasque, France)
Liberty (Leo McCarey, USA)
L'ordre des medecins (David Roux, France)
L'ospite (Duccio Chiarini, Italy/Switzerland/France)
Manila in the Claws of Light (Lino Brocka, Philippines)
Birds of Passage (Cristina Gallego, Ciro Guerra, Colombia)
Ruben Brandt, Collector (Milorad Krstic, Hungary)
Se7en (David Fincher, USA)
Searching (Aneesh Chaganty, USA)
The Equalizer 2 (Antoine Fuqua, USA)
Un nemico che ti vuole bene (Denis Rabaglia, Italy/Switzerland)
What Doesn't Kill Us (Sandra Nettelbeck, Germany)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

ESTA É A NOSSA TERRA (2017)


Se com Pas Son Genre Belvaux se apresentava como um diretor para ficarmos de olho, Chez Nous é a definitiva confirmação da promessa, elevando-o a um nome de peso no cinema francês atual. Repete a parceria com a intérprete belga Émilie Dequenne, em mais uma performance de ouro, na pele de uma enfermeira do interior que acaba se tornando alvo da campanha política de um partido de extrema-direita, com um teor bem mais tenso e sério de pontuação dramática do que de seu papel anterior, o que, claramente, não o torna menos impressionante e apreciável. O final é de um choque tremendo. Crônica política que consegue transmitir com precisão o baque e a desestabilização do conflito político que encena, sem extravasar nem reduzir, mas no tom certo, dramaticamente equilibrado. É bem curioso encontrar um filme assim, que consegue assustar só pelo fato de ser atual.

Esta é a Nossa Terra (Chez Nous)
dir. Lucas Belvaux
★★★★

MARIA MADALENA (2018)


Muito, muito melhor que Lion. Como filme, é o primeiro que eu realmente admiro do Garth Davis, que já tinha feito um excelente trabalho na minissérie Top of the Lake. Não é apenas o elenco (incrível), a fotografia (primorosa), mas a recriação da história, que já foi recontada várias vezes, com frescor e sensibilidade admiráveis, e um senso de humanidade aguçado, transformam este Maria Madalena num impressionante exercício de cinema e reconstrução. 

Rooney Mara e Joaquin Phoenix, impagáveis.

Maria Madalena (Mary Magdalene)
dir. Garth Davis
★★★½

domingo, 3 de junho de 2018

DEADPOOL 2 (2018)



Deadpool voltou. Num dos melhores anos da produtora, a Marvel lança a sequência do prestigiado Deadpool, um passo de inovação que misturava humor e ação e inclusive chegou a ser indicado a diversos prêmios, como o Globo de Ouro (e quase chegou a fazer a lista do Oscar, pra vocês terem uma noção). Ryan Reynolds aposta em doses desconcertantes de ironia, humor despudorado e piadas sacanas para construir novamente seu personagem, e com uma atenção bastante cuidadosa com o drama.

A sequência é criativa, tem muitos momentos bons sim (os créditos inspirados em Skyfall, as inúmeras referências ao longo do filme, Logan, Dolly Parton), e os deslizes podem até remeter às próprias falhas do primeiro longa, muitas vezes os exageros da comédia dão lugar a um exagero coletivo, que se por um lado pode (e deve) incomodar, por outro revela uma ousadia bastante sadia, uma permissão muito feliz a filmes de super-herói, que nem sempre vemos por aí.

Achei que iria rir mais, e não que eu não tenha, talvez as expectativas de minha parte tenham sido levadas ao extremo. Me surpreendi com a delicadeza com que o drama é introduzido, sem se achar demais, nem tão tímido, mas no ponto certo, fazendo um par excelente com a comédia em dados momentos.

É um filme que se permite, e acho que esse é o principal ponto dele, não se levar a sério, mostrar que às vezes se descontrair é tudo o que se precisa para conseguir conciliar, e atingir, uma certa verdade. Entre risadas e possíveis lágrimas, o novo Deadpool mostra uma figura gentilmente humana por trás do herói caricato e espessamente sarcástico, um herói diferente, para aqueles que assim preferem, que enxerga naqueles ao seu redor a tristeza, a felicidade, mas sobretudo os lados e as formas que podemos assumir, e que, com a facilidade com que uma risada pode se transformar numa lágrima, a esperança que reside em cada novo sentimento, em cada ciclo que abraçamos. 

Deadpool 2
dir. David Leitch
★★

sábado, 19 de maio de 2018

Cannes 2018 — PRÊMIOS



PALMA DE OURO
Shoplifters (Hirokazu Koreeda)

Depois de anos com escolhas pavorosas, eis um vencedor da Palma que finalmente dá orgulho pra gente. É a primeira vez que o Koreeda recebe o prêmio. Nem vi o filme, mas essa escolha é por si só maravilhosa. E, dá-lhe, júri da Cate Blanchett (também o melhor em tempos). 


PALMA DE OURO ESPECIAL
The Image Book (Jean-Luc Godard)

Primeira vez que o Godard, em anos de carreira, ganha a Palma (ainda que "especial") no maior festival de cinema do mundo. Com certeza, é uma edição pra gente recordar. 


GRANDE PRÊMIO DO JÚRI
BlacKkKlansman (Spike Lee)

Um dos filmes mais aplaudidos e aguardados que o festival nos trouxe. Spike Lee, depois de tantos filmes menosprezados pela imprensa ao longo dos últimos 10 anos, retorna com promessa de sucesso. Uma baita promessa, essa.


PRÊMIO DO JÚRI
Capernaum (Nadine Labaki)

Era um dos favoritos à Palma, e acabou levando pra casa o Prêmio do Júri. Ainda sim, é um título pra gente ficar de olho. 


PRÊMIO DA MISE EN SCÈNE (DIREÇÃO)
Pawel Pawlikowski — Cold War

O diretor de Ida, um dos filmes mais bem falados da edição. Também é pra ficar de olho nesse aqui.



PRÊMIO DE INTERPRETAÇÃO FEMININA
Samal Yeslyamova — My Little One


My Little One foi o penúltimo filme da mostra competitiva a ser exibido no festival. Atuação de Yeslyamova foi brevemente destacada pela imprensa, mas esse prêmio dá uma dimensão maior da expectativa. 


PRÊMIO DE INTERPRETAÇÃO MASCULINA
Marcello Fonte — Dogman


Atuação de Fonte teve uma recepção extremamente calorosa, especialmente quando o filme foi lançado nessa semana. Deu mais vontade de conferir o filme, ainda. 



MELHOR ROTEIRO
Three Faces (Jafar Panahi)
Lazzaro Felice (Alice Rohrwacher)

Panahi e Rohrwacher trouxeram dois elogiados trabalhos à Croisette e foram reconhecidos na mesma categoria.